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terça-feira, 25 de maio de 2010

O que realmente importa

É a última noite de trabalho. Nos corredores do NAMI, está a mesma estranha combinação que já se observou na noite anterior: ambiente e mobília hospitalares com equipamentos de filmagem.



A diretora de fotografia Carina Sanginitto e o diretor Halder Gomes. (foto: Soraya Ramalho)


Pelo horário, é possível ter certeza de que os médicos pelos quais passamos no corredor são, na verdade, atores do elenco de apoio.



Fernanda Mota como obstetra. (foto: Soraya Ramalho)

Hoje, é Tainá Müller quem precisa trabalhar muito: ela está presente em todas as cenas, como Lara.


Tainá Müller conferindo, no vídeo assist, as imagens recém capturadas. (foto: Soraya Ramalho)


Mais de uma sala do NAMI estão sendo utilizadas pela equipe, não só como set (há cenas diferentes previstas para a filmagem da noite), mas também como base para as atividades de suporte.

Abaixo, diversos objetos providenciados pela equipe de arte compõem o consultório.



Tainá Müller (de costas), Fernanda Mota e o diretor Halder Gomes. (foto: Valéria Dallegrave)


Há um clima de despedida no ar, mas ainda há tempo para algumas fotos que mostram mais sobre o trabalho feito: no NAMI, hoje, essa foi a sala escolhida para servir de figurino:


Júlia Figueiredo, produtora de figurino, e dona Odaíte, costureira. (foto: Samyr Halley)


E o lugar serviu também como "sala de redação" do blog :)



Buscando concentração para elaborar o texto. (foto: Samyr Halley)


Espero que você tenha curtido me acompanhar na descoberta dessa estrutura invisível que sustenta e dá origem ao universo ficcional que veremos na tela de cinema. É claro que ainda existe muito trabalho pela frente, na pós produção , como a edição...

E é importante observar que, além da diversidade de lugares, do equipamento especializado, foi possível descobrir quantas pessoas - tão diferentes entre si - precisam trabalhar com esforço e talento para esse fim comum.



A diretora de fotografia Carina Sanginitto. Ao fundo, Tia Irene, do elenco de apoio e, mais lá atrás, Alfredo Guerra, operador de áudio. (foto: Soraya Ramalho)



Cristiano Pires maquiando Cristiane Gois (Lica). (foto: Soraya Ramalho)



Pietro Schläger caracterizando Nelson Xavier como Chico Xavier. (foto: Soraya Ramalho)



Caio Blat (Karl) em meio aos figurantes de Pacatuba, na "Casa da Prece". (foto: Soraya Ramalho)

O trabalho de filmagem em Fortaleza é encerrado com a participação de uma figurante muito especial, que deu um bocado de trabalho para ser encontrada: a bebê Lara. A avó, Dona Socorro, acompanhou orgulhosa e preocupada (da mãe nem precisa falar, né?) a cena em que a netinha participou. Lara, de um mês e quinze dias foi tratada com todo cuidado e se comportou muito bem em seu primeiro filme. Ela estréia com tudo na vida e no cinema.

A presença da pequena Lara traz alegria para um momento de despedida, e alimenta a sensação de que todo fim encerra um novo começo. Ela e sua mãe, Juliana, trazem também a lembrança de que o amor expresso na história ficcional está ao nosso redor, e o mundo precisa dele...



Uma figurante especial: a pequena Lara e sua mãe Juliana (foto: Soraya Ramalho)


Aguardamos por vocês na sala de cinema, para conferir o resultado final de tanto trabalho que, na verdade, é só um jeito de fazer lembrar do que é mais importante em nossas vidas.

Um grande abraço a todos.

Texto: Valéria Dallegrave

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Quer brincar de ser criança?

Quando chego na pracinha da Rua Bento Albuquerque, no Bairro Papicu, aqui em Fortaleza, vejo crianças se divertindo no parquinho: na gangorra, no balanço, meninos jogando futebol e meninas brincando até nas barras...


Algumas figurantes do dia. (foto: Soraya Ramalho)


Chego a pensar que a equipe só teve o trabalho de montar e regular os equipamentos, aproveitando o movimento natural do lugar. Mas logo vejo Tainá Müller (Lara) sentada no banco ao lado do parquinho e descubro que a ilusão do cinema me envolveu mesmo antes de ser capturada pelas câmeras.


Tainá Müller (ou Lara?). (foto: Soraya Ramalho)


Então, fica claro: havia duas "equipes" no local, uma de adultos (ao fundo da foto) e outra de figurantes fofinhos e pequenos, mas já com experiência em publicidade, peças de teatro ou mesmo cinema. Pode?


As duas "equipes": ao fundo, os adultos, e à frente os figurantes recebendo atenção e orientações da assistente de direção Mikaela Feitosa. (foto: Soraya Ramalho)


A chuva no começo do dia obrigou o pessoal a ficar parado por aproximadamente uma hora. Assim que foi possível começar a filmar, se tratou de, como sempre, repetir a cena, usando diferentes planos e cuidando de cada detalhe, como por exemplo, retirar a folha de um coqueiro que, já quase caída, ficava em quadro atrás de Tainá Müller (Laura).


Praça de cinema ; ) (foto: Soraya Ramalho)

Enquanto isso, perto dali, dentro da praça mesmo, há também alguém cuidando com carinho e dedicação do seu trabalho. A ONG Oficina do Senhor oferece cursos para crianças e mães carentes.


Essa é Socorro Forte, funcionária da ONG. (foto: Valéria Dallegrave)


Socorro me conta ainda que o lugar está passando por um processo de revitalização, por iniciativa da comunidade local, no projeto chamado “Praça Viva”. Os moradores envolvidos estão de parabéns. Assumir a responsabilidade por melhorar a qualidade do espaço - e do mundo - em que vivemos é algo que os adultos deveriam fazer sempre, para dar aos pequenos condições de "ser criança", não é?



Na praça, Lara observa as crianças. Logo mais, à tarde, fica clara sua grande ligação com o munto infantil. É a cena que a mostra como professora de Théo. (foto: Soraya Ramalho)


Théo (Gabriel Pontes) e Lara (Tainá Müller).(foto: Soraya Ramalho)


Por enquanto, por causa da chuva, demorou mais do que se esperava para terminar a filmagem, e a produtora de alimentação Natyara precisou entrar em contato com André, o responsável pelo "catering" (a palavra, em inglês quer dizer providenciar comida e entretenimento). Logo ele chega, com sua própria equipe, a comida, o aparelho de buffet e mesinhas. Depois do "Corta!" todos almoçam tranqüilos, na sombra das árvores.



A equipe servindo-se do buffet sob responsabilidade de André Soares Pontes, que já tem dezoito anos de experiência no ramo de alimentos. (foto: Valéria Dallegrave)


A adaptabilidade da empresa encarregada de servir as refeições durante esses dias de filmagem em Fortaleza é impressionante, o buffet foi levado a diversos ambientes. André conta que, em um envento de arvorismo, já serviu refeição até mesmo em cima das árvores! Bom, então na pracinha foi moleza, não é, André!?

Na Escola de Theo, foi a vez das crianças...



Essa é Kyra, filha do diretor Halder Gomes, que fez figuração na escolinha. (foto: Soraya Ramalho)



Théo (Gabriel Pontes) e seu desenho. (foto: Soraya Ramalho)


Todos sabem que as crianças gostam de brincar de ser adultos...



Melissa e Gabriel, filhos do produtor Sidney Girão em uma das visitas ao set. (foto: Soarya Ramalho)


Mas no mundo do cinema, que muitas vezes retrata fielmente a "realidade" através da ficção, necessitando, para isso, de muita criatividade (além de talento, técnica e suor), também é possível aos adultos brincar de ser criança.
E, depois de muito trabalho, não há nada melhor que isso, não é diretor Halder?



O diretor Halder Gomes. (foto: Soraya Ramalho)


E agora, aproveite, que é a sua vez!



(o câmera Leo Mamede, em foto de Soraya Ramalho)

sábado, 15 de maio de 2010

Silêncio, por favor!

No intervalo das filmagens, a casinha simples e silenciosa da réplica da Casa da Prece, em Pacatuba, não parece ter nada de especial. Talvez não seja vista como ambiente de espiritualidade marcante, nem como set de cinema...



Réplica da Casa da Prece preparada pela equipe de arte em Pacatuba (foto cedida por Valéria Queiroz)


Mas logo inicia a agitação das filmagens, que vai avançar noite adentro: andam apressadamente por ali, os profissionais responsáveis pelo som, a maquinária, a iluminação, o figurino, a arte, etc... que tratam de deixar tudo pronto para o trabalho dos atores. O set ganha vida, com toda certeza, quando Mikaela, assistente de direção, avisa, em voz alta, sob o comando dos diretores: Vamos Rodar! Silêncio por favor!




Na rua de paralelepípedos interiorana, um carro se aproxima. As câmeras capturam a chegada de Guilherme e Elisa em frente à "Casa da Prece".



O set ganha vida: no carro, chegam Elisa (Vanessa Gerbelli) e Guilherme (Joelson Medeiros). (foto: Soraya Ramalho)

Mesmo quando todos estão em silêncio, as luzes, câmeras e pessoas estranhas ao lugar chamam a atenção dos moradores, mudando completamente o cotidiano da cidade... É, dá para refletir sobre muitas coisas, quando se está em silêncio.





O diretor Halder Gomes. (foto: Soraya Ramalho)


As filmagens, agora, não precisam mais ser interrompidas devido ao barulho do trânsito ou de construções. Apenas, de vez em quando, um cachorro late na hora errada, para testar a paciência dos diretores. Mas o silêncio é muito mais “denso” do que o da cidade de Fortaleza.



O microfonista Fábio. (fotos: Soraya Ramalho)


Ao seguir adiante, se percebe, já na entrada, que a casinha simples transformou-se por completo...



E o silêncio é muito mais expressivo quando se impõe entre diversas pessoas. A magia acontece: dá para sentir agora que estamos também em Minas Gerais, Uberaba, na Casa da Prece verdadeira, que recebeu (e recebe ainda) muitas visitas. (foto: Soraya Ramalho)



Os cidadãos de Pacatuba, como figurantes na "Casa da Prece". (Foto: Soraya Ramalho)

E há momentos da filmagem em que a representação dos atores do elenco principal envolve os figurantes com a emoção de seus personagens.




Lara (Tainá Müller) chega ao lugar acompanhada por Karl (Caio Blat). (foto: Soraya Ramalho)





Lara (Tainá Müller). Precisa dizer de quem é a mão? (foto: Soraya Ramalho)

A câmera da fotógrafa Soraya Ramalho foca o jornalista Karl (Caio Blat) , que por sua vez aponta sua câmera para o homem responsável pela presença de tantas pessoas. Deu para entender? Olha aí...



O jornalista Karl registra a imagem de Chico Xavier (Nelson Xavier). (foto: Soraya Ramalho)


Mas não é preciso pensar muito para descobrir qual a importância do silêncio na Casa da Prece.



O diretor Glauber Filho e os figurantes na sala da "Casa da Prece".(foto: Soraya Ramalho)


Aliás, é só olhar o que diz o cartaz na parede...


Chico (Nelson Xavier) Na "Casa da Prece". (foto: Soraya Ramalho)


No set de filmagem, o silêncio expressa a dedicação ao trabalho e o respeito pela fé alheia. O silêncio, enfim, une admiravelmente esses dois universos: a espiritualidade e o cinema...


Chico Xavier (Nelson Xavier). (foto: Soraya Ramalho)


E você, já parou para ouvir o que o silêncio pode estar lhe dizendo hoje? ;) (Texto: Valéria Dallegrave)

quinta-feira, 13 de maio de 2010

A Casa da Prece

Na quarta-feira, além da filmagem sob o famoso abacateiro, ainda teve muito trabalho. À tarde, à caminho de Pacatuba, onde estão prontas já as novas locações da Casa da Prece e da casa de Chico Xavier, foi rodada uma cena emocionante com Vanessa Gerbelli e Joelson Medeiros. Ao contrário das cenas do abacateiro, na qual havia muitos figurantes, dessa vez não teve ninguém para testemunhar, além da equipe. Só aqui pelo blog você pode ficar sabendo de tudo ;)



A equipe na estrada, a caminho de Pacatuba, preparando-se para rodar a cena.



Elisa (Vanessa Gerbelli).


Elisa (Vanessa Gerbelli) e Guilherme (Joelson Medeiros). (fotos: Soraya Ramalho)

E, enfim, chegamos a Pacatuba, situada a 34 quilômetros de Fortaleza, onde se pode fazer uma caminhada por trilhas ecológicas no meio da Mata Atlântica ou ainda assistir, em abril, a encenação da Paixão de Cristo , a cada ano mais visitada.

Nessa quinta, foram filmadas as primeiras cenas na Casa da Prece. Para isso acontecer, A equipe de arte fez, antes de tudo, a pesquisa para encontrar fotos do lugar nos anos 90, um tanto diferente da aparência atual. A partir daí houve muito trabalho para reconstruir com detalhes o ambiente. E em breve você vai saber em detalhes como foi isso, aguarde...




Elisa (Vanessa Gerbelli) sentada na mureta da frente da Casa da Prece, antes de seu encontro com Chico (Nelson Xavier). (foto: Soraya Ramalho)



Ensaio de cena: Chico Xavier (o ator Nelson Xavier, ainda sem a caracterização do personagem) sai da Casa da Prece, auxiliado pelo filho (Andrey Lima) e por uma de suas assistentes (Irene Cardoso).



Nelson Xavier, ainda não caracterizado como Chico, no ensaio do encontro com Elisa (Vanessa Gerbelli). (foto: Soraya Ramalho)

Ah, você não tem nem idéia do tanto de figurantes que estão sendo "recrutados" em Pacatuba. Karinny, assistente de elenco e figuração, conta que são em média 150 pessoas por dia nas filmagens da Casa da Prece.



Mikaela Feitosa, assistente de direção, organizando os figurantes, vista pelo reflexo da lente da câmera. (foto: Soraya Ramalho)


Segundo Karinny, os moradores de Pacatuba estão muito dispostos a cooperar, pois sabem que o filme, usando a cidade como locação, irá trazer retorno positivo a todos. Os figurantes ficam preocupados em fazer exatamente o que lhes é pedido, e recebem atenção especial dos diretores e da equipe.


... Mas essa foto é de um ensaio com a figuração, com o diretor Glauber Filho substituindo o ator Nelson Xavier como Chico. Logo atrás dele, Aline Castro, segunda assistente de direção. (foto: Soraya Ramalho)


Do elenco de apoio, Irene Cardoso, conhecida como “tia Irene" (asssistente de Chico Xavier), conta que as pessoas se emocionam de verdade frente a Nelson Xavier, muitas vezes confundindo-o com Chico. Mas a energia do lugar pode, de qualquer forma, ser sentida durante a filmagem.




O ensaio com o diretor Glauber Filho como Chico Xavier, visto pela tela do video assist. (foto: Soraya Ramalho)

O momento da encenação envolve tanta preparação anterior do lugar e dos atores, tanta energia de todos os envolvidos, que a linha entre a representação e a emoção verdadeira fica muito tênue...

O interior da Casa da Prece. (foto: Soraya Ramalho)


E então? Deu vontade de entrar? Fique à vontade...


(texto: Valéria Dallegrave)