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sexta-feira, 21 de maio de 2010

Quer brincar de ser criança?

Quando chego na pracinha da Rua Bento Albuquerque, no Bairro Papicu, aqui em Fortaleza, vejo crianças se divertindo no parquinho: na gangorra, no balanço, meninos jogando futebol e meninas brincando até nas barras...


Algumas figurantes do dia. (foto: Soraya Ramalho)


Chego a pensar que a equipe só teve o trabalho de montar e regular os equipamentos, aproveitando o movimento natural do lugar. Mas logo vejo Tainá Müller (Lara) sentada no banco ao lado do parquinho e descubro que a ilusão do cinema me envolveu mesmo antes de ser capturada pelas câmeras.


Tainá Müller (ou Lara?). (foto: Soraya Ramalho)


Então, fica claro: havia duas "equipes" no local, uma de adultos (ao fundo da foto) e outra de figurantes fofinhos e pequenos, mas já com experiência em publicidade, peças de teatro ou mesmo cinema. Pode?


As duas "equipes": ao fundo, os adultos, e à frente os figurantes recebendo atenção e orientações da assistente de direção Mikaela Feitosa. (foto: Soraya Ramalho)


A chuva no começo do dia obrigou o pessoal a ficar parado por aproximadamente uma hora. Assim que foi possível começar a filmar, se tratou de, como sempre, repetir a cena, usando diferentes planos e cuidando de cada detalhe, como por exemplo, retirar a folha de um coqueiro que, já quase caída, ficava em quadro atrás de Tainá Müller (Laura).


Praça de cinema ; ) (foto: Soraya Ramalho)

Enquanto isso, perto dali, dentro da praça mesmo, há também alguém cuidando com carinho e dedicação do seu trabalho. A ONG Oficina do Senhor oferece cursos para crianças e mães carentes.


Essa é Socorro Forte, funcionária da ONG. (foto: Valéria Dallegrave)


Socorro me conta ainda que o lugar está passando por um processo de revitalização, por iniciativa da comunidade local, no projeto chamado “Praça Viva”. Os moradores envolvidos estão de parabéns. Assumir a responsabilidade por melhorar a qualidade do espaço - e do mundo - em que vivemos é algo que os adultos deveriam fazer sempre, para dar aos pequenos condições de "ser criança", não é?



Na praça, Lara observa as crianças. Logo mais, à tarde, fica clara sua grande ligação com o munto infantil. É a cena que a mostra como professora de Théo. (foto: Soraya Ramalho)


Théo (Gabriel Pontes) e Lara (Tainá Müller).(foto: Soraya Ramalho)


Por enquanto, por causa da chuva, demorou mais do que se esperava para terminar a filmagem, e a produtora de alimentação Natyara precisou entrar em contato com André, o responsável pelo "catering" (a palavra, em inglês quer dizer providenciar comida e entretenimento). Logo ele chega, com sua própria equipe, a comida, o aparelho de buffet e mesinhas. Depois do "Corta!" todos almoçam tranqüilos, na sombra das árvores.



A equipe servindo-se do buffet sob responsabilidade de André Soares Pontes, que já tem dezoito anos de experiência no ramo de alimentos. (foto: Valéria Dallegrave)


A adaptabilidade da empresa encarregada de servir as refeições durante esses dias de filmagem em Fortaleza é impressionante, o buffet foi levado a diversos ambientes. André conta que, em um envento de arvorismo, já serviu refeição até mesmo em cima das árvores! Bom, então na pracinha foi moleza, não é, André!?

Na Escola de Theo, foi a vez das crianças...



Essa é Kyra, filha do diretor Halder Gomes, que fez figuração na escolinha. (foto: Soraya Ramalho)



Théo (Gabriel Pontes) e seu desenho. (foto: Soraya Ramalho)


Todos sabem que as crianças gostam de brincar de ser adultos...



Melissa e Gabriel, filhos do produtor Sidney Girão em uma das visitas ao set. (foto: Soarya Ramalho)


Mas no mundo do cinema, que muitas vezes retrata fielmente a "realidade" através da ficção, necessitando, para isso, de muita criatividade (além de talento, técnica e suor), também é possível aos adultos brincar de ser criança.
E, depois de muito trabalho, não há nada melhor que isso, não é diretor Halder?



O diretor Halder Gomes. (foto: Soraya Ramalho)


E agora, aproveite, que é a sua vez!



(o câmera Leo Mamede, em foto de Soraya Ramalho)

quinta-feira, 13 de maio de 2010

A Casa da Prece

Na quarta-feira, além da filmagem sob o famoso abacateiro, ainda teve muito trabalho. À tarde, à caminho de Pacatuba, onde estão prontas já as novas locações da Casa da Prece e da casa de Chico Xavier, foi rodada uma cena emocionante com Vanessa Gerbelli e Joelson Medeiros. Ao contrário das cenas do abacateiro, na qual havia muitos figurantes, dessa vez não teve ninguém para testemunhar, além da equipe. Só aqui pelo blog você pode ficar sabendo de tudo ;)



A equipe na estrada, a caminho de Pacatuba, preparando-se para rodar a cena.



Elisa (Vanessa Gerbelli).


Elisa (Vanessa Gerbelli) e Guilherme (Joelson Medeiros). (fotos: Soraya Ramalho)

E, enfim, chegamos a Pacatuba, situada a 34 quilômetros de Fortaleza, onde se pode fazer uma caminhada por trilhas ecológicas no meio da Mata Atlântica ou ainda assistir, em abril, a encenação da Paixão de Cristo , a cada ano mais visitada.

Nessa quinta, foram filmadas as primeiras cenas na Casa da Prece. Para isso acontecer, A equipe de arte fez, antes de tudo, a pesquisa para encontrar fotos do lugar nos anos 90, um tanto diferente da aparência atual. A partir daí houve muito trabalho para reconstruir com detalhes o ambiente. E em breve você vai saber em detalhes como foi isso, aguarde...




Elisa (Vanessa Gerbelli) sentada na mureta da frente da Casa da Prece, antes de seu encontro com Chico (Nelson Xavier). (foto: Soraya Ramalho)



Ensaio de cena: Chico Xavier (o ator Nelson Xavier, ainda sem a caracterização do personagem) sai da Casa da Prece, auxiliado pelo filho (Andrey Lima) e por uma de suas assistentes (Irene Cardoso).



Nelson Xavier, ainda não caracterizado como Chico, no ensaio do encontro com Elisa (Vanessa Gerbelli). (foto: Soraya Ramalho)

Ah, você não tem nem idéia do tanto de figurantes que estão sendo "recrutados" em Pacatuba. Karinny, assistente de elenco e figuração, conta que são em média 150 pessoas por dia nas filmagens da Casa da Prece.



Mikaela Feitosa, assistente de direção, organizando os figurantes, vista pelo reflexo da lente da câmera. (foto: Soraya Ramalho)


Segundo Karinny, os moradores de Pacatuba estão muito dispostos a cooperar, pois sabem que o filme, usando a cidade como locação, irá trazer retorno positivo a todos. Os figurantes ficam preocupados em fazer exatamente o que lhes é pedido, e recebem atenção especial dos diretores e da equipe.


... Mas essa foto é de um ensaio com a figuração, com o diretor Glauber Filho substituindo o ator Nelson Xavier como Chico. Logo atrás dele, Aline Castro, segunda assistente de direção. (foto: Soraya Ramalho)


Do elenco de apoio, Irene Cardoso, conhecida como “tia Irene" (asssistente de Chico Xavier), conta que as pessoas se emocionam de verdade frente a Nelson Xavier, muitas vezes confundindo-o com Chico. Mas a energia do lugar pode, de qualquer forma, ser sentida durante a filmagem.




O ensaio com o diretor Glauber Filho como Chico Xavier, visto pela tela do video assist. (foto: Soraya Ramalho)

O momento da encenação envolve tanta preparação anterior do lugar e dos atores, tanta energia de todos os envolvidos, que a linha entre a representação e a emoção verdadeira fica muito tênue...

O interior da Casa da Prece. (foto: Soraya Ramalho)


E então? Deu vontade de entrar? Fique à vontade...


(texto: Valéria Dallegrave)

sábado, 8 de maio de 2010

Brincandeira séria

O sábado foi mais um dia de trabalho puxado no set de filmagem. Uma novidade interessante é que, já tendo uma parte do filme (película) revelada, mesmo ainda concluindo as filmagens, foi iniciada a montagem, a cargo de Helgi Thor.

Mas quem será essa no set de filmagem? Uma futura cineasta?



Melissa e o pai (na telinha), o produtor Sidney Girão(foto: Soraya Ramalho)


Melissa, de cinco anos, é filha do produtor Sidney Girão. Ela adora cinema e o pai quis lhe mostrar como são feitos os filmes. Olha só no que deu... Embora ela ainda esteja pensando qual a história que quer contar, pelo visto já tem um personagem principal: ele mesmo, o pai :)

Mas o trabalho no set não pode parar. São rodadas mais algumas cenas com Ruth (Via Negromonte) em seu ateliê.



Ruth (Via negromonte). (foto: Soraya Ramalho)

A câmera precisa capturar a expressão no rosto da personagem, destacando-a.






Ruth (Via negromonte). (fotos: Soraya Ramalho)


Para o braço e a postura de Via Negromonte ficarem de acordo com as cenas em que Ruth está pintando, a atriz teve a consultoria mais que especial do artista plástico Vando Figueiredo, que lhe deu dicas sobre o assunto. A vontade era de ficar do ladinho deles, aprendendo um pouco...



O artista plástico Vando Figueiredo e Via Negromonte (Ruth). (foto: Soraya Ramalho)



Via Negromonte (ou será Ruth?) leva jeito para a coisa, não? (foto: Soraya Ramalho)


Buscando a imagem perfeita, o diretor Glauber Filho quis que a tela do quadro balançasse menos com as pinceladas. Pediu ao contra-regra Davi para resolver o problema. Davi logo “inventou” uma forma: encaixou uma base de isopor atrás da moldura.




O contra-regra Davi. (foto: Soraya Ramalho)

Davi soluciona “detalhes” diversos e importantíssimos, como providenciar um “remédio” que a personagem/atriz precisou tomar (para preencheer a cápsula, ele conta que usou pastilhas de hortelã trituradas).

Já a foto abaixo foi providenciada pela fotógrafa oficial Soraya Ramalho, para registar o artista ao lado do quadro de sua autoria, a adaptação da leiteira de Johannes Vermeer.



O diretor Halder Gomes, entre as artes plásticas e o cinema. (foto: Soraya Ramalho)



E olha aí a equipe pegando carona. Com tanto trabalho, é bom ter momentos assim, em que todo mundo vira criança, para se energizar e continuar a luta. (foto: Soraya Ramalho)

Ah, a cartela de cores é exibida no início de toda a captura de imagens, para ter certeza de que o resultado final vai ser fiel às cores desejadas. Até breve!


(texto: Valéria Dallegrave)

sexta-feira, 7 de maio de 2010

O quadro

O universo do cinema cria realidades inventadas, usando recursos que nem imaginamos. Um pouquinho de como isso é feito dá para a gente contar aqui. No set, há sofás que não podem ser usados para sentar (ou melhor, isso só é permitido para os personagens/atores), pães que não serão comidos, cozinhas municiosamente montadas que não vão servir para fazer o almoço de ninguém...



Guilherme (joelson Medeiros) em "sua sala" (foto de Soraya Ramalho)


Às vezes, você vê os personagens em seus momentos mais íntimos, em total solidão, seja ela intencional ou o resultado de um rumo inevitável na vida.
Assistimos a essas cenas, envolvidos pelo sentimento transmitido por diversos elementos planejados e trabalhados a fim de compor o harmonioso (ou perturbador) “quadro” final.



Ruth (Via Negromonte)e Raul (Daniel Dias). (foto: Soraya Ramalho)


Já deu para perceber aqui no blog como esses personagens, vivendo seus momentos mais íntimos, estão na verdade cercados por diversas pessoas que fazem parte da produção e da captura das imagens, diretores, técnicos, assistentes, etc...



Mário (Herson Capri). (foto: Soraya Ramalho)


Dentre os mais de oitenta profissionais envolvidos diretamente na produção do filme, está a produtora de locação Naiana Moura.



Da esquerda para a direita: a produtora de locação Naiana Moura, o diretor de arte Fabio Vasconcelos e a Assistente de Direção de Produção Patrícia Sousa. (foto: Danielle Lopasso)


É a produtora de locação quem encontra os locais mais adequados para servir como apartamentos, escritórios, hospitais, ruas onde acontecem acidentes, árvores especiais, jardins...



No jardim da casa de Guilherme... (foto: Soraya Ramalho)


Essas ilusões criadas com muito suor, inclusive, nos sensibilizam quando estamos em frente à telona. São ilusões tão reais que podem nos marcar a ponto de permanecer em nossa memória durante todo um dia, uma noite...



... ou até por toda uma vida. Na foto de Soraya Ramalho: Ruth (Via Negromonte)


No processo de construção de uma “realidade inventada”, alguns elementos que dão um belo resultado tornam a filmagem um tanto complicada. Por exemplo, um simples espelho no quarto.



Ruth (Via Negromonte). Hoje, essa cena precisou ser rodada diversas vezes, por conta do espelho. Foi preciso um cuidado máximo para que nenhum dos componentes da equipe técnica aparecesse refletido. Aliás, essa foto não vai ser usada... quem mesmo estava passando por aí nessa hora? (foto: Soraya Ramalho)


O cinema , no início, nem era considerado arte, mas conquistou seu espaço e passou a ser denominado como “sétima arte”. Em “As Mães de Chico Xavier”, convivem duas artes em especial : o cinema e as artes plásticas. E não é só por causa do diretor Halder Gomes...



Dá para adivinhar quem é? (foto: Soraya Ramalho)


Outros tipos de arte irão estar presentes, de uma forma ou de outra, mas o destaque está por conta de dois personagens que são artistas plásticos: Santiago (Gustavo Falcão) e Ruth (Via Negromonte).



Ruth (Via Negromonte). (foto: Soraya Ramalho)


Ruth é quem mais vivencia esse lado artístico para nossa contemplação. Sua arte é, para o filme, muito mais do que uma forma da personagem expressar o mundo interior...



Ruth (Via Negromonte). (foto: Soraya Ramalho)



O diretor Halder Gomes. (foto: Soraya Ramalho)

Você acredita que o artista plástico Vando Figueiredo, o diretor Halder Gomes e Ruth estão pintando o mesmo quadro? Como assim? Bom, há um quadro já finalizado, outro em fase inicial e outro que é uma réplica do original. Tudo para realizar a filmagem das cenas em diferentes momentos.

Ficou curioso para saber que quadro é esse?

Bom, paramos por aqui, pois há mistérios que precisam permanecer,
Para você desvendá-los na sala de cinema...

(Texto: Valéria Dallegrave)

terça-feira, 4 de maio de 2010

Paixão por cinema

As novidades: Via Negromonte (Ruth) e Daniel Dias (Raul) retornam para mais cenas com seus personagens e os diretores Halder Gomes e Glauber Filho estão animados, hoje.



Por que será? Será que eles estão acessando o blog? (foto: Soraya Ramalho)


Esse é o primeiro dia na locação correspondente ao apartamento de Ruth.


Ajustando os equipamentos na sala, para a filmagem. (foto: Samyr Halley)

A equipe de arte ainda resolve alguns pequenos detalhes na decoração, mas o lugar já reflete a personalidade da personagem.


Ruth (Via Negromonte), a artista plástica, folheando um livro sobre arte. (foto: Soraya Ramalho)


Ruth (Via Negromonte) e Mário (Herson Capri) (foto: Soraya Ramalho)


A diretora Carina Sanginitto falou sobre a fotografia do filme. Ela explicou que cada uma das três histórias principais tem um tipo de fotografia, intrinsecamente ligada às personagens e suas vivências.


Entrevista com a diretora de fotografia Carina Sanginitto. (foto: Samyr Halley)


Para a jovem Lara, mais movimento e mais cortes.


Lara (Tainá Muller) e Santiago (Gustavo Falcão). (foto: Soraya Ramalho)


Para Elisa, as câmeras são mais paradas, com iluminação suave.


Elisa (Vanessa Gerbelli) e Theo (Gabriel Pontes). (foto: Soraya Ramalho)


Para Ruth, luz mais contrastada e câmera mais nervosa.


Ruth (Via Negromonte). (foto: Soraya Ramalho)


O contraste na fotografia se agrava para as cenas de Raul (Daniel Dias), filho de Ruth e Mário.


Raul (Daniel Dias). (foto: Soraya Ramalho)

Daniel, que morou muito tempo no Ceará e agora reside no Rio de Janeiro, voltou a Fortaleza por esses dias, a fim de assumir o atormentado Raul. Ele está entusiasmado com o personagem, diferente de todos que interpretou até agora, mas tem suado muito para dar vida a Raul...


Raul (Daniel Dias). (foto: Soraya Ramalho)



E olha eles aí de novo, os diretores Halder Gomes e Glauber Filho (foto: Soraya Ramalho). Continuo achando que não deve ter nada a ver com futebol, essa animação toda... já sei, é paixão por cinema! Que você acha!? ;)


(Texto: Valéria Dallegrave)